segunda-feira, 14 de março de 2011

Les Vampires!

Sim! Comecei a assistir a série "Les Vampires" de 1915.
Cinema mudo, não colorido.
É interessante romper um pouco com alguns padrões. O cinema mudo necessita de vários outros signos para a comunicação. Além disso o filme traz uma coisa muito interessante: para marcar o momento do dia, mudam a cor da tela; verde é manhã, amarelo é tarde, e azul é noite!
Demais, né?

E la nave va!

Ahh... Fellini!
Essencial para quem gosta de história do cinema.
Bem, o filme "E la nave va" de Frederico Fellini é a história dos eventos ocorridos a bordo de um navio para o funeral de uma rica cantora de ópera. Os integrantes do navio são burgueses e artistas ricos, e o navio conta com o mais luxuoso requinte.
Nele, Fellini quebra a "quarta parede" (assim é chamada no teatro, para que o ator não olhe para o público, e acredito que no cinema ocorra para o ator não olhar para a câmera), seguindo em um tipo de documentário sobre a esquisitice daquela gente!
Há uma ruptura de padrões durante o filme, sendo que começa com a embarcação em 1914, isto é, preto e branco e mudo. Ao desenrolar das cenas o filme vai colorindo e ao final assume um tom surrealista!
FELLINI É O CARA!

quarta-feira, 9 de março de 2011

Sobre meninos e lobos!

Gastei a madrugada passada a assistir um filme: "Sobre meninos e lobos". A expectativa era grande. Parecia-me um enredo interessante com personagens perturbados... enfim, toda aquela coisa!
Bem, antes de abastecer este post com minha critica é necessário uma decente descrição do tal!
Vamos lá: Três garotos brincam em uma rua, quando são repreendidos por um homem em um carro, que se diz policial. Dave, o mais tímido dos três, obriga-se a entrar no carro. Enfim... Fica quatro dias sequestrado e sendo abusado pelos homens, até conseguir fugir "dos lobos".
Vinte e cinco anos depois a filha de um dos meninos é assassinada! O outro garoto torna-se policial, e é recrutado para investigar o caso.
UM FILME DE HOMENS DURÕES. Nada de sensibilidade! Eles bebem, eles matam, eles mesmo crianças são pessoas retesas, "com peso nos ombros."
As mulheres do filme, ou são "rainhas do lar", fortes e apoiadoras de seu "rei", ou umas baitas cagadonas que tem medo da própria sombra. Enfim. É evidente que Dave (o cara que foi sequestrado quando criança) fica perturbado... e parece que quando se livram dele tudo volta a paz! Bom... eu odiei! Achei que fosse um filme com profundidade. Mas é mais um Hollywoodiano esteriotipado...

quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011

A matéria Negra!

- Qual a real forma da liberdade, sua libertina?
- A real forma da liberdade é a matéria negra, seu cretino!
- Quanto a mim... Tenho-a?
- Sim.
- Somos iguais. É isso?
- Sim.
- Absurdamente iguais, Ligia!
- Sim, Paulo... Mas não me toque!

Pobres cobras...

As cobras sempre foram símbolo de traição, degeneração, promiscuidade... enfim, vários adjetivos!
Mas pobres cobras... Afinal conheço tanta gente peçonhenta, que preferia me relacionar com animais.

Fingir, enganar, mandar dizer... to cagando!

Podemos chamar os animais mais "perigosos" de pessoas?

domingo, 23 de janeiro de 2011

Nada me convence. Tudo desfalece.

Em quantas circunstancias quisera morrer? E matar? Mas sem acordar.
Meus filhos são uma úlcera e uma arma. Entre eles: a raiva.

Sem dor, sem pena, sem moral, sem ajuda, sem rumo. Quem ronca... dorme... descansa... destrói.

Queria dizer. Mas sozinha? Como dizer? A parte fria da solidão.

Eu o aguento, arqueando minhas costas, pois pesa. Mas o levo... em meus pinos... estrutura para carregar. Pesa.

Quem sabe correr agora? Quem sabe voar? Quem sabe ouvir?

Meu carnaval está nos livros. O sol nas flores de plástico. A raiva na garganta.

Meu corpo é pequeno.

Não me suporto em meu corpo. Não há mais espaço dentro dele...
Não há graça em viver para morrer. Qual a diferença disso para "trabalhar para viver"? Isso é triste.

O distante... há mais dentro de mim, que quer expandir, explodir.

O horizonte... Na vertical não notarão, são pequenos para os que expandem... os grandes.

A liberdade... Uma palavra. Um clichê. Título? Ponto? Contas? Números? Compras? Rua sem saída, para alguns... Rua infinita, com mil ruas paralelas, milhares de viajantes e andarilhos...

Minha alma quer ir, seguir essa rua infinita, com pés descalsos, esquecer os sapatos... ela quer ir, dançar, flutuar... e ela vai. Sem sonhos. Eles nos prendem, queria fogo, uma fogueira... e nela queimar meus sonhos, assassiná-los, estar livre deles...

Medíocre, mesquinho, formal, moral, fresco, individual, grosseiro. Palavras, também palavras. mas estas me fazem ter vontade de não levantar ao amanhecer. Mas acordo. Isso não faz efeito. Mais uma no mundo. E me vou. E me vou...