sábado, 27 de março de 2010

Onde foi parar a capacidade abstrativa do ser humano?

Cada vez me espanto mais!
Onde foi parar a capacidade abstrativa?
e a criatividade?
Os teóricos em psicologia e desenvolvimento do cérebro dizem que todos nós somos dotados de capacidade de abstração e criatividade. Porém, a questão é: será que a utilizamos?
Fico chocada ao ouvir aquela famosa expressão: "Nada se cria, tudo se copia". Como assim? E quando as manifestações artísticas? E quanto as simples abstrações diárias que pessoas loucas como eu tem? E quanto aos planos de aula que eu e meus colegas desenvolvemos? E quanto ao que escrevemos nos blogs, livros..? Com certeza não copiamos de ninguém... tá... algumas pessoas sim... mas estas nós podemos excluir de nosso convívio social, já que é voltada para elas a minha crítica!
Pois é... isto me preocupa. Nós fomos engessados por 20 anos dentro de uma escola, desta forma, qualquer um perde sua capacidade abstrativa perante o modelo educacinal encontrado. Vamos romper com isso, tirar das escolas as classes e cadeiras, fazer círculos, movimentar nossos corpos, escrever o que pensamos nas paredes, fazer motins, enfrentar a autoridade... enfim... tudo o que meus pais fizeram e eu não consegui... e estas crianças das quais me aproximo nem refletem.

Sim eu sou louca! eu sei! Mas fiz minha escolha... rumei meu caminho... agora é só andar!!!

quinta-feira, 25 de março de 2010

Educação? Pra quê?

Bom... Agora começam os períodos de estágio universitário... E me veio AQUELA vontade de escrever, já que vou ser uma professora tenho que ter as mínimas noções de como comunicar coisas!
Enfim... e a pergunta não cala, e retumba na minha mente: Pra quê educar? Pra quê ensinar história? Será que de fato, estes alunos que mês que vem começo a lecionar, precisam saber sobre o Egito, Mesopotâmia e afins? Pra que vai servir a eles, crianças de 10 a 12 anos, saber se os povos da Mesopotâmia por exemplo inventaram o calendário... ou os egípios tinham uma estrutura de dutos muito poderosa? Bem... é um questionamento que não se encerrará por hora...
Acredito que tudo isto deve vir ligado a questões norteadoras e significativas aos alunos. É... o calendário foi criado pelos mesopotâmicos, sim... e dai? Qual a influência que sofremos em relação ao tempo, na contemporaneidade ocidental? Será que nosso pensamento é tão distante deles quanto ao cerne da discussão que coloco aqui?
É... o que pensei foi colocar-los de fronte às idéias de tempo... questioná-los em relação a reflexão sobre o tempo... mas então... o tempo é criação do homem?

Ai ai! espero que dê tudo certo neste estágio... e que eu não saia com uma cadeirada na cabeça... hahahahah

terça-feira, 2 de fevereiro de 2010

À beira de uma overdose de sensibilidade!

Era o que eu precisava...
Como Almodovar consegue com tanta sensibilidade captar a liquidez do mundo moderno?
Hoje, voltando do cinema, onde fui assistir "Abraços Perdidos" fiquei sensível a tudo que via. O mundo é tão colorido... como não percebemos? O mundo das cores... O mundo do simples... do concreto... do líquido!!!

quarta-feira, 20 de janeiro de 2010

Sobre o uso de sapatos.


Diz o dicionário de símbolos: "Andar de sapatos é tomar posse da terra [...] Antigamente era costume em Israel, em casode resgate ou de permuta, para validar o negócio, um tirar a sandália e entregá-la ao outro." Mas o caso da Cinderela é algo mais interessante, já que os pés são símbolo fálico no Ocidente, assim, os sapatos são símbolo vaginal, "e entre os dois, um problema de adaptação que pode gerar angústia." CHEVALIER, Jean. O Dicionário de Símbolos.

O uso de sapatos indica, um desligamento com a terra e o sinal de angústia de gênero. É extemo da ascenção social. O fato de não os usar é tido em nossa sociedade como algo ligado a mendicância, a pobreza, e quanto mais altos o são, ou quanto mais fechados, maior o indicatido de elegância, finesse e riqueza. É uma obsessão. Não se sai à rua sem sapatos!

Nós estamos presos a sapatos apertados.

terça-feira, 19 de janeiro de 2010

Humanóides e suas multifacetas!!!

Seria tão mais fácil se tudo fosse maniqueísta, precisaríamos entender menos as pessoas. Mas não... Não mesmo... Somos um bando de animais multifacetados, confusos, perdidos, que tudo questionam. É mais amplo, meu bem... é mais amplo.
Invenção nossa essa história de luta do bem contra o mal. "Ah... é só por maldade!", dizem uns... eximindo sua culpa social perante o outro... Seria tão melhor se cuidassemos todos de todos! Mas é muito mais difícil.

É tão difícil pensar sobre a nossa natureza, não é? Questionarmos sobre o que somos, e entender que não somos uma coisa ou outra... enfim... que somos tudo.

Pense... eu sei que dói... mas... só por um instante!

segunda-feira, 18 de janeiro de 2010

QUERO GRITAR!!!


Quero subir num palanque e gritar tudo o que penso!

Enquanto desastres acontecem no mundo inteiro, pessoas desesperadas com doenças graves, depressões, e suicídio, assassinatos, desigualdades... Em Jurerê toma-se banho de champanhe de 300 dólares!

EU GRITOOOOO!!!!!!

Rotina!

Não conheço nada mais cansativo do que a rotina. Ela nos faz andar em um ritmo diferente ao nosso organismo, a nossa natureza.
A rotina só existe para que se possa esquecer o que há de criativo a se fazer, ela destrói a nossa capacidade criativa. A arte é incompatível com a rotina.
Caminhar para qual direção para fazer o quê??
A marcha do soldado de lata, que não pensa, não sente... Somente age. Cinza é a sua cor.
Quando entenderemos que nosso suor é sagrado?
Estamos perdidos...