quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011

Pobres cobras...

As cobras sempre foram símbolo de traição, degeneração, promiscuidade... enfim, vários adjetivos!
Mas pobres cobras... Afinal conheço tanta gente peçonhenta, que preferia me relacionar com animais.

Fingir, enganar, mandar dizer... to cagando!

Podemos chamar os animais mais "perigosos" de pessoas?

domingo, 23 de janeiro de 2011

Nada me convence. Tudo desfalece.

Em quantas circunstancias quisera morrer? E matar? Mas sem acordar.
Meus filhos são uma úlcera e uma arma. Entre eles: a raiva.

Sem dor, sem pena, sem moral, sem ajuda, sem rumo. Quem ronca... dorme... descansa... destrói.

Queria dizer. Mas sozinha? Como dizer? A parte fria da solidão.

Eu o aguento, arqueando minhas costas, pois pesa. Mas o levo... em meus pinos... estrutura para carregar. Pesa.

Quem sabe correr agora? Quem sabe voar? Quem sabe ouvir?

Meu carnaval está nos livros. O sol nas flores de plástico. A raiva na garganta.

Meu corpo é pequeno.

Não me suporto em meu corpo. Não há mais espaço dentro dele...
Não há graça em viver para morrer. Qual a diferença disso para "trabalhar para viver"? Isso é triste.

O distante... há mais dentro de mim, que quer expandir, explodir.

O horizonte... Na vertical não notarão, são pequenos para os que expandem... os grandes.

A liberdade... Uma palavra. Um clichê. Título? Ponto? Contas? Números? Compras? Rua sem saída, para alguns... Rua infinita, com mil ruas paralelas, milhares de viajantes e andarilhos...

Minha alma quer ir, seguir essa rua infinita, com pés descalsos, esquecer os sapatos... ela quer ir, dançar, flutuar... e ela vai. Sem sonhos. Eles nos prendem, queria fogo, uma fogueira... e nela queimar meus sonhos, assassiná-los, estar livre deles...

Medíocre, mesquinho, formal, moral, fresco, individual, grosseiro. Palavras, também palavras. mas estas me fazem ter vontade de não levantar ao amanhecer. Mas acordo. Isso não faz efeito. Mais uma no mundo. E me vou. E me vou...

quinta-feira, 23 de dezembro de 2010

Melhor seria se...

Melhor seria se tivesse um estômago do tamanho exato para aguentar-se.
Glândulas exatas para apostar.
Coração pequeno para pensar.
Intestino grosso para extrair.
Melhor seria...

sexta-feira, 17 de dezembro de 2010

Falta o quê?

O que te falta? Dinheiro?
Amor?
Sexo?
Casa?
Carinho?
Amigo?
Satisfação humana é inatingível.
Os homens falam que as mulheres estão sempre insatisfeitas... As mulheres falam que os homens não se saciam. E no fim das contas somos um bando de patéticos procurando o que não temos para enfim, reclamar e projetar culpa de toda a infelicidade no outro.
Afinal... pra serve tudo isso, se não há sensações dispensadas sobre as coisas?

Que tal parar um pouco de falar, e pensar qual é o real desejo?
E não me venha com respostas do tipo: "eu quero ser feliz!" Ta... quem quer ser infeliz? O que é felicidade?

Senta e sente o ar... Olha o "longe e a miragem", como diria o poeta. Sem definições...

quinta-feira, 7 de outubro de 2010

Lembranças sonoras, lembranças visuais... lembranças corporais!

Ouve, vê, toca! Ouve, vê e toca...
Lembrar, lembrança de momentos que não senti, que não passei e não vivi. Donde vêm?

Ela se jogou da janela, ela se matou num rio, ela escreveu que morria de amor, ela via as pessoas na rua enquanto comprava flores, ela morria de tédio com as festas, ela estava louca, ela estava na torre. Ela...
Sônia, Ismália, Virgínia, Ofélia.

"Está perdida!" diziam os vizinhos. E ela apenas os olhava. E andava. E esvoaçava.
Não sentia dúvida do que era, do que foi, do que sentia. Não estava perdida como diziam, somente vivia respirava, sentia, ouvia, via, tocava...

Era solidão o que sentia. Só. Sozinha.

quarta-feira, 6 de outubro de 2010

Cotidiano

"CD e DVD..." "CD e DVD...
- Mas é que tô cum meu fio que quebrô a perna..."
"Picolé, moça?"
"a genti precisa i pra Antonio Prado..."
- "ROOOBERTOOOO, ANTA! é por aqui." "CD e DVD..."

Minha mente: Oi. Preciso sair daqui. Precis... (C'olicença moça!) Sim. Desculpa. (CD e DVD...) O que tinha pra fazer mesmo? esqueci... ah... sim.. (CD e DVD...) <ploft.> (minhaaaa filhaaaaa!) a pesquisa....